Yitzhak Rabin

 

Yitzhak Rabin, nascido em 01 de março de 1922, em Jerusalém, era filho de pai americano e mãe russa, ambos imigrados para a Palestina. Quando tinha um ano de idade a sua família mudou-se para Tel-Aviv, onde cresceu e frequentou a escola.

Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura Kadoorie, ingressa na Haganá, uma organização paramilitar judaica, e dentro desta no seu corpo de elite, o Palmach, onde foi oficial de operações. Durante a Guerra de Independência (1948-1949) comandou a brigada Harel que conquistou a parte Ocidental de Jerusalém. Com o cessar fogo de 1949, foi membro da delegação israelense nas negociações de paz com o Egito.

Em 1948 casou-se com Lea Schlossberg, sua esposa durante 47 anos. O casal teve dois filhos, Dalia (Pelossof-Rabin) e Yuval.

Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra dos Seis Dias (1967), contra seus vizinhos árabes.

Após se aposentar das Forças de Defesa de Israel, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos de 1968 e 1973. Nesse ano regressa a Israel, onde é eleito deputado no Knesset (Parlamento), pelo Partido Trabalhista.

Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meir. Com a queda do governo de Meir, em 1974, Rabin é eleito primeiro-ministro, mas demite-se em 1977.

Entre 1985 e 1990 é membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de Ministro da Defesa, tendo implementado a retirada das forças israelenses do sul do Líbano. Apanhado desprevenido pela Intifada (Revolta Palestina) de Dezembro de 1987, tenta, sem sucesso, reprimir o levantamento dos palestinos ordenando que os soldados quebrem os ossos dos manifestantes. Na ocasião, recebeu o pejorativo apelido de "quebra-ossos".

Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista, que conduz à vitória nas eleições legislativas de Julho desse ano, tornando-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel nos Acordos de Paz de Oslo, que criaram a Autoridade Palestina com algumas funções de controle sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia.

Recebeu o Nobel da Paz em 1994 pelos seus esforços a favor da paz no Oriente Médio, honra que partilhou com o seu Ministro de Relações Exteriores, Shimon Peres e com o então líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

No dia 04 de novembro de 1995 foi assassinado pelo estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv. A sua viúva, Léa Rabin,  faleceu em 2000. O túmulo do casal encontra-se no cemitério militar do Monte Herzl em Jerusalém.

 

"A Paz se faz com os inimigos" - Yitzhak Rabin

 

"Chega de sangue e lagrimas. Chega. Não odiamos vocês nem desejamos
vingança. Nós, assim como vocês, somos pessoas que querem construir uma
casa, plantar uma arvore, amar e viver ao lado de vocês respeitosamente, em
cooperação, como seres humanos, como seres livres.”  - Yitzhak Rabin
 
“Para Israel, não há caminho sem dor. Mas o caminho da paz é preferível ao
caminho da guerra " - Yitzchak Rabin- do ultimo discurso de 04/11/1995 - Praça dos Reis de Israel (atualmente Praça Rabin), antes de ser assassinado.
 

 

 





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