Cientistas israelenses descobrem forma de controlar morte celular

Cientistas israelenses descobrem forma de controlar morte celular

Pesquisadores israelenses descobriram uma proteína que é fundamental para retardar a morte celular, o que “poderia levar a novas abordagens para tratamento do câncer”.

As descobertas, que são lideradas pelo estudante de pós-graduação da Universidade Hebraica Chen Hener-Katz e envolvem os professores Assaf Friedler, da mesma instituição, e Atan Gross, do Instituto Weizmann, foram publicadas na revista Journal of Biological Chemistry, em um artigo intitulado “Base molecular da interação entre a proteína pro-apoptótica BID truncada (tBID) e a proteína homólogo 2 do transportador mitocondrial MTCH2″.

A descoberta da proteína MTCH2 pelo professor Gross, assim como sua relação com a tBID, permitiu à equipe de pesquisa desenvolver uma técnica que imita a apoptose.

A morte celular programada, ou apoptose, é um mecanismo de defesa essencial contra o desenvolvimento de células anormais como as cancerígenas, de acordo com o HealthCanal.com. “As células cancerígenas geralmente evitam esse processo devido a mutações nos genes que codificam as proteínas relevantes”, diz o artigo. “O resultado é que as células cancerígenas sobrevivem e assumem [o controle], enquanto as saudáveis morrem.”

“Esses segmentos de proteínas poderiam ser a base das futuras terapias anticâncer nos casos em que o mecanismo da morte celular natural não funciona adequadamente”, disse o professor Friedler, chefe da escola de química da Universidade Hebraica. “Recém começamos a revelar um potencial oculto na interação entre essas proteínas. Isso é uma meta potencial importante para o desenvolvimento de drogas anticâncer que estimularão a apoptose ao interferir nessa regulação.”

As potenciais ramificações dessa descoberta foram descritas no relatório 2010 Update on Cancer Research, do Instituto Weizmann. “Os cientistas podem usar esse conhecimento recém-adquirido para desenvolver métodos terapêuticos inovadores. Se os médicos puderem regular a produção e atividade da MTCH2, seriam capazes, por exemplo, de ‘ativar’ a apoptose da mitocôndria nas células cancerosas e ‘desativá-la’ nas células cerebrais de pacientes com as doenças de Parkinson e Alzheimer.”

Fonte: The Jewish Press





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