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Ada Yonath, Prêmio Nobel Israelense em Brasília

A cientista israelense Ada Yonath, Prêmio Nobel de Química em 2009, será a primeira cientista de excelência a pesquisar no Brasil por meio do Programa Ciência Sem Fronteiras. Ada também será a embaixadora do programa em Israel. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Aloizio Mercadante.
 
 
Foto: Renato Araújo/ABr
Brasília - A cientista Prêmio Nobel de Química, Ada Yonath, e o ministro de Ciência e Tecnologia,
Aloizio Mercadante, durante recepção à cientista na sede do Ministério
 
Ada E. Yonath, cientista israelense, conhecida pelos seu trabalhos pioneiros sobre a estrutura do ribossomo, recebeu o Nobel de Química de 2009, juntamente com o cientista indiano, Venkatraman Ramakrishnan, e o cientista americano Thomas Steitz. Ela atua no Instituto de Ciência Weizmann, mesma instituição onde concluiu doutorado em cristalografia por raio X, em 1968.
 
Yonath esteve ontem em Brasília onde encontrou-se com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aloízio Mercadante. A cientista deverá pesquisar no Brasil nos próximos três anos. Nesse período estão previstos intervalos em que a cientista residirá no país, em Campinas (SP), onde desenvolverá pesquisas para o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM/MCTI).
 
Segundo Ada, esta será a primeira experiência em que desenvolve pesquisas em outro país. "Minha primeira experiência será no Brasil e acho que será muito bom. Será tranquilo também morar aqui por uns tempos", disse.
 
A respeito dos incentivos para a pesquisa, ela acrescentou que o mais importante é a paixão que tem pelo trabalho e, consequentemente, pela ciência.
 
Foto: Renato Araújo/ABr
Brasília - A cientista Prêmio Nobel de Química, Ada Yonath, o ministro de Ciência e Tecnologia,
Aloizio Mercadante e o Embaixador de Israel, Giora Becher, durante recepção à cientista na sede do Ministério
 
Em 2009, no comunicado sobre o Nobel de química, o comitê do prêmio afirmou seu reconhecimento das pesquisas sobre um dos "processos centrais da vida": a tradução, realizada pelo ribossomo, da informação contida no DNA, conferindo-lhe vida. Os ribossomos produzem proteínas, que por sua vez controlam a química de todos os organismos vivos. Como os ribossomos são cruciais para a vida, também se tornaram um alvo preferencial para o desenvolvimento de novos antibióticos.
 
Muitos dos antibióticos usados hoje em dia curam várias doenças bloqueando as funções de ribossomos de bactérias. Sem ribossomos funcionais, a bactéria não pode sobreviver.
 
O trio premiado mostrou a aparência e o funcionamento do ribossomo em nível atômico. Eles empregaram um método batizado de cristalografia de raio X para mapear a posição de cada um dos milhares de átomos. Geraram modelos de 3-D que mostram como diferentes antibióticos se ligam ao ribossomo, desativando bactérias, por exemplo.
 
Ada Yonath, de 72 anos de idade, foi a quarta mulher a receber o Nobel de química e a primeira desde 1964.
 
 
Fontes:
 
Portal Terra: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5301628-EI8266,00-Nobel+israelense+e+a+ganhar+bolsa+para+pesquisar+no+Brasil.html
 
Portal G1: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1332195-5603,00-NOBEL+DE+QUIMICA+E+CONCEDIDO+A+PESQUISADORES+DAS+FUNCOES+DO+RIBOSSOMO.html
 
Agência Brasil: http://agenciabrasil.ebc.com.br/galeria/2011-08-17/mercadante-recebe-premio-nobel-de-quimica


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