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Joaquim Barbosa recebe homenagem em Israel e elogia democracia israelense

Joaquim Barbosa recebe homenagem em Israel e elogia democracia israelense

01 Jun 2015 | 13:43

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Em Israel, onde recebeu o título honoris causa, o primeiro internacional de sua carreira, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-procurador da República Joaquim Barbosa elogiou a democracia israelense, disse que não tem vontade de ser presidente e considerou que a política brasileira se tornou "muito desagradável".

Em entrevistas divulgadas hoje (1/06) na Folha de S.Paulo e no Portal Terra, o ex-ministro se mostrou positivamente surpreso com a notícia da condenação e prisão do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Olmert. “Em uma democracia, não deve haver ninguém acima da lei. Se alguém cometeu erros, deslizes e crimes, tem que responder por isso”, afirmou. Perguntado sobre a possibilidade de os brasileiros verem um de seus presidentes presos, ele mediu palavras. “Até hoje, tivemos um que foi julgado e absolvido e, até agora, não há nenhuma prova que envolva a atual presidente nas denúncias apresentadas. Mas digo o seguinte: é condição da democracia, e prova de sua solidez e robustez, o fato de a lei poder a qualquer momento recair sobre quem quer que seja, pouco importando suas qualificações pessoais, sociais ou políticas”.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-procurador da República – Joaquim Barbosa é também professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – recebeu o título honoris causa, durante o 78º Board of Govenors da UHJ, em Jerusalém.  “Joaquim Barbosa foi recebido com honrarias e para mim acompanhá-lo foi igualmente uma grande honra, pois como judeu e representante da comunidade judaica brasileira estar aqui presenciando a homenagem de figura tão relevante é motivo de grande orgulho”, disse Paulo Maltz vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro. Maltz integrou a delegação brasileira liderada pelo presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria e da Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém, Jayme Blay, e composta por autoridades, empresários e outras lideranças do País que acompanharam Barbosa.

Os membros da delegação foram recebidos pelo presidente do Estado de Israel, Reuven Rivlin, visitaram locais históricos e participaram de palestras com os professores e cientistas homenageados, assim como da inauguração do novo prédio do Instituto Avançado de Humanidades.

Barbosa foi uma das 13 personalidades internacionais a receber este ano o título honorário da Universidade Hebraica de Jerusalém, dividindo o palco com o ex-presidente israelense Shimon Peres, o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e o presidente do Museu do Holocausto, Avner Shalev. Ele foi indicado pela Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém para receber o título de doutor, como "proeminente figura pública cuja história do triunfo sobre a desigualdade e a firme oposição à corrupção tem inspirado milhões".

Na entrevista ao Portal Terra, o racismo foi outro tema abordado por Barbosa, o primeiro negro a ocupar a posição de ministro do STF. Segundo ele, o Brasil precisa manter políticas constantes e amplas para os 50% da população que está sendo marginalizada. “Achei vergonhosa a campanha da imprensa contra a política de cotas nas universidades. Ela bateu violentamente – e perdeu. Infelizmente, o atual governo não dá bola para a questão do racismo, muito embora exista grande necessidade de mudanças”.

Delegação brasileira é recebida por Menachem Ben Sasson presidente da UHJ. Foto: Divulgação.

Paulo Maltz, Joaquim Barbosa e Jayme Blay. Foto: Divulgação.

Presidente de Israel Reuven Rivlin discursa durante inauguração. Foto: Divulgação.

Fonte: CONIB



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