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CJL se reúne em Caracas e elege novo Executivo

 

 

Mais de 60 líderes das comunidades judaicas da América Latina reuniram-se nos dias 20 e 21 de janeiro em Caracas para participar da Assembleia Plenária do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL) e eleger seu novo Executivo.

Os representantes buscaram coordenar estratégias conjuntas de cooperação,  trabalhando em  uma intensa agenda que incluiu  as perspectivas de futuro da América Latina, a situação no Oriente Médio e a sua repercussão na região, o combate ao antissemitismo e o restabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e Venezuela.

O presidente da Confederação das Comunidades Judaicas na Venezuela, David Bittan, denunciou um aumento recente de incidentes antissemitas no país e disse que sua organização se esforçará para que as relações diplomáticas com Israel sejam reestabelecidas.

"O Congresso Judaico Mundial combate o antissemitismo em todo o mundo. Nós o denunciamos onde quer que apareça, como fizemos aqui na Venezuela. E fizemos isso na frente do presidente Hugo Chávez", disse o presidente da entidade, Ronald Lauder, referindo-se a uma reunião em 2008 com o líder venezuelano. "Nós levamos nossas preocupações sobre antissemitismo, e pedimos à Venezuela para restabelecer relações diplomáticas com o Estado de Israel. Eles se comprometeram a agir, e certas coisas melhoraram. Mas, infelizmente, as relações diplomáticas ainda não foram retomadas".

Lauder também apelou às comunidades judaicas para defender Israel contra crescentes ataques internacionais sobre sua legitimidade. "Como comunidade judaica, nós naturalmente defendemos o direito de Israel de existir em paz e prosperidade, mesmo que nem sempre concordemos com tudo o que o governo israelense faz. Quem, se não nós, pode ajudar a melhorar a imagem de Israel no mundo? ".

Participam do encontro líderes das comunidades da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Paraguai, Peru, Venezuela, Bélgica e Estados Unidos e de outras entidades associadas ao CJL como a Federação Sefaradita Latino-Americana (FESELA), entidade feminina Wizo, Clam, o Conselho Internacional da Mulher e a entidade de direitos humanos B’nai B’rith. Clara Ant, assessora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi uma das palestrantes do encontro, falando  sobre ‘O Futuro da América Latina’.

O CJL realizou sua reunião em Caracas para levar uma mensagem de solidariedade e amizade do mundo judaico à comunidade da Venezuela. Os corpos diretivos do CJM e do CJL foram recebidos nesta terça, 22 de janeiro, pelo vice-presidente da República e ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, e lhe apresentaram a nova plataforma de trabalho do CJL e meios de colaboração conjunta. Maduro reafirmou seu apoio à comunidade judaica local. Também foi abordado o estado de saúde de Hugo Chávez, a quem o grupo desejou um pronto restabelecimento. “Nosso encontro com o vice-presidente Maduro foi construtivo. Ele deixou claro que as expressões de antissemitismo não podem ser toleradas pelo governo da Venezuela”, disse Lauder.

A assembleia na capital venezuelana confirmou Jack Terpins no cargo de presidente do CJL para mais um mandato, enquanto Saúl Gilvich foi confirmado como secretário-geral. Javier Mutal será o tesoureiro. Como vice-presidentes foram eleitos: Julio Schlosser e Guillermo Borger (Argentina), Claudio Lottenberg (Brasil), Roberto Cyjón (Uruguai), Gerardo Gorodzinsky (Chile), Eduardo Moreno (Colômbia) e Ricardo Udler (Bolívia). Ariel Isaak foi eleito como o representante das Novas Gerações

Novos estatutos para a organização também foram aprovado


Participantes da Assembleia do CJL, em Caracas. Foto: CJL.


Jack Terpins, presidente do CJL, cumprimenta Nicolás Maduro. Foto: Caiv.

FONTE: CONIB



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