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Israel na Rio+20 - Meio Ambiente em Israel: História

Israel na Rio+20

Meio Ambiente em Israel: História

 

A origem da preocupação israelense com as questões ambientais se confunde com a história do sionismo e das primeiras ocupações judaicas no território da antiga Palestina, ao final do século 19. Em 1901 foi fundado o Fundo Nacional Judaico (KKL, na sigla em hebraico), durante o 5º Congresso Sionista. Ao adquirirem por meio de compra os primeiros lotes para a construção de fazendas coletivas, os sionistas se depararam com as enormes dificuldades em tornar o solo local cultivável. As características geológicas e climáticas da região praticamente tornavam impossível o cultivo de qualquer espécie. Foi necessário o estudo e a adaptação de inúmeros fatores para que se conseguisse colher os primeiros resultados práticos daquelas ocupações. Isto deu àqueles homens um conhecimento específico das técnicas ali desenvolvidas.

 

Parque Nacional de Gan HaShlosha

 

Em 1903, o KKL adquiriu suas primeiras terras: 50 acres em Hadera. Em 1905 foram compradas áreas próximas ao Mar da Galileia e em Ben Shemen, no centro do país.

 

Foram criadas novas e exclusivas técnicas de recuperação de solo, através da limpeza dos campos rochosos, a construção de terraços, drenagem de pântanos, dessalinização, reflorestamento, contenção de encostas etc. Em pouco tempo, desenvolveu-se uma prática padrão no trato com as terras locais que possibilitou a expansão dos projetos agrícolas e a aquisição de mais e maiores propriedades.

 

Em 1908 foi cultivada a primeira floresta do KKL: a "Floresta Herzl", em Ben Shemen. Desde então foram plantadas mais de 230 milhões de mudas, o que fez de Israel o único país no mundo que aumentou seu número de árvores na virada do século 20. No início as espécies predominantes eram variedades de pinheiros, porém, nas últimas décadas optou-se por uma maior diversificação, acrescentando-se carvalhos, alfarrobeiras e terebintos. Os cipestres são cultivados nas colinas desmatadas e nas planícies costeiras; o eucalipto, a tamargueira e a acácia azul adaptam-se melhor aos solos salinos dos desertos do Neguev e de Aravá. As árvores enriquecem e conservam o solo, evitando a erosão causada pela água e vento, e por isso ajudam a combater a desertificação. Elas também absorvem o dióxido de carbono, desestimulando o efeito estufa.

 

 

Plantio de mudas de árvores nativas nas encostas das montanhas de Gilboa, nos anos 60

 

Após a independência, com o súbito aumento da população e a necessidade de se desenvolver uma agricultura de exportação, foi criada em 1953 a Sociedade para a Proteção da Natureza em Israel. Seus fundadores foram Azariah Alon e Amotz Zahavi e sua primeira missão foi coordenar a drenagem do Vale do Hula, com vistas à recuperação do solo e evitar a propagação da malária na região. No entanto, durante os primeiros anos do novo país, cuidou-se apenas das questões diretamente ligadas ao cultivo econômico. Logo, ficou evidente que haveria a necessidade de se zelar também pelas áreas naturais, com o manejo de florestas e bosques visando à recuperação climática e de recursos hídricos.

 

Em 1988, o governo de Israel criou um Ministério do Meio Ambiente. A decisão refletiu uma mudança na determinação nacional para enfrentar as questões ambientais. Nos últimos anos, Israel iniciou uma nova jornada, dando seus primeiros passos no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável – desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades.



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