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Resultado Prêmio Isaías Golgher

Promovido pelo Instituto Cidades Criativas e o Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG, o Prêmio Isaías Golgher é um concurso realizado para contemplar textos acadêmicos na área de estudos judaicos.  Em sua primeira edição abrangeu todo o país, obtendo inscrições de diferentes estados. Entre eles São Paulo, Paraná, Pernambuco e Minas Gerais; além das participações internacionais dos Estados Unidos e da Argentina.

 

O Prêmio configurou-se como um instrumento de estímulo à produção acadêmica na área; de divulgação da cultura judaica no país e de homenagem ao historiador Isaías Golgher.

 

Para avaliar os textos, a comissão julgadora, composta por Jacó Guinsburg (USP), Wander Melo Miranda (UFMG), Nancy Rozenchan (USP) e Lyslei Nascimento (UFMG), teve a difícil tarefa de escolher três entre os 20 inscritos, além de duas menções honrosas. Os autores dos trabalhos selecionados irão receber os prêmios previstos no edital.

Ao primeiro lugar será outorgado o prêmio no valor de R$10.000,00 (dez mil reais); ao segundo lugar, R$5.000,00 (cinco mil reais), e ao terceiro, R$3.000,00 (três mil reais). Os autores dos trabalhos destacados com Menção Honrosa receberão diploma. Os prêmios serão entregues pelos filhos de Isaías Golgher, Marx Golgher e Romain Rolland Golgher.

O encerramento da primeira edição do Prêmio será realizado no próximo dia 10 de dezembro, às 11h, no Café com Letras. Nessa ocasião, os idealizadores do concurso Bruno Braz Golgher, do Instituto Cidades Criativas, e Lyslei Nascimento, do Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG, estarão presentes. Além dos demais membros da comissão julgadora, participantes e interessados. Na mesma data estarão em exposição fotos de Isaías Golgher. 

Abaixo o nome dos selecionados e uma breve resenha sobre cada um de seus trabalhos:

1º. Lugar: Ruínas recompostas: Aharon Appelfeld e os rastros do judaísmo centro-europeu, de Luis Sérgio Krausz.

O ensaio aborda, de forma sofisticada e abrangente, a importante obra de ficção do escritor de língua hebraica Aharon Appelfeld (1932-) a partir da análise de alguns romances cuja temática é o mundo judaico da Europa Central. Esse universo, do qual o escritor foi arrancado aos oito anos de idade, quando os nazistas e seus aliados deram início à deportação dos judeus da cidade de Czernowitz, então parte da Romênia, onde nasceu o autor, é recriado na ficção, tal qual o passado, porém, fugindo às idealizações e ao sentimentalismo nostálgico. O projeto do autor, segundo Krausz, aproxima-se, antes, de uma arqueologia dos escombros, por meio da qual ele reconstrói um universo complexo, de aporias, contradições e perplexidade, próprio dos judeus da Europa Central no período entre guerras.

2º. Lugar: As macabeias da colônia: criptojudaísmo feminino no Brasil quinhentista, de Ângelo Adriano F. de Assis.

Durante a primeira visitação inquisitorial às capitanias brasileiras do Nordeste, entre 1591 e 1595, destaca-se o número de mulheres cristãs novas acusadas de práticas judaizantes, sinalizando a intensa participação feminina de resistência judaica. Este rigoroso ensaio, de autoria de Ângelo Adriano F. de Assis, analisa, de forma pormenorizada, a importância dessa resistência para a manutenção e sobrevivência judaica no mundo luso-brasileiro durante os séculos 16 e 17. Os processos movidos pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição portuguesa contra a família Antunes, principalmente contra a matriarca da família, Ana Rodrigues, suas filhas e netas, que podem ser vistas como Macabéias, são estudados pormenorizadamente pelo pesquisador como um exemplo dos mais significativos do criptojudaísmo então vivido na colônia.

3º. Lugar: Genealogia literária em A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar, de Glauber Pereira Quintão.

O romance A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar, é analisado, neste excelente ensaio de Glauber Pereira Quintão, a partir do estudo de árvores genealógicas literárias. Para o pesquisador, Scliar, ao recompor ficcionalmente a história de gerações de antepassados do personagem Rafael Mendes, é capaz de propor um novo olhar sobre a tradição e a memória.

 Menções Honrosas:

  • Judaísmo, medicina e literatura: a relação médico-paciente no contexto da ética médica judaica no romance A majestade do Xingu, de Moacyr Scliar, de Fernando Oliveira Santana Júnior.
  • Ludwik Fleck: pesquisador e prisioneiro, de Ethel Mizrahy Cuperschmid.

 

SERVIÇO

Encerramento Prêmio Isaías Golgher

Data: 10 de dezembro de 2011

Horário: 11h

Local: Café com Letras – Rua Antônio de Albuquerque, 781 – Savassi

Outras informações: (31) 2514 1510 ou www.isaiasgolgher.com

Entrada franca

 

Apoiadores

 

> Embaixada de Israel no Brasil

(http://brasilia.mfa.gov.il/)

 

> Conib | Confederação Israelita no Brasil

(http://www.conib.org.br/)

 

> Federação Israelita do Estado de Minas Gerais – Fisemg (http://www.fisemg.com.br/)

 

> Congregação Israelita Mineira

(http://www.fisemg.com.br/default.php?cont_id=9)

 

> Faculdade de Letras da UFMG

(http://www.letras.ufmg.br/site/)

 

> Márcia Charnizon

(http://www.marciacharnizon.com.br/)

 

Organizadores do Prêmio e fontes para entrevista

 

Bruno Braz Golgher – Instituto Cidades Criativas

(31) 9612 9973

 

Lyslei Nascimento – Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG

(31) 9618 0266

 

 



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